CRÓNICAS E DEVANEIOS


Cada vez que te viro as costas. Cada vez que te viro as costas, repito, porque é assim que o sinto, feio e doído. Nunca te disse. Porque raio não dizemos o que vai na alma a quem mais nos merece despidos? Afinal, são só...

Vão aparecendo pinceladas deles, os Contra a Corrente, os Vamos Abanar Esta Merda Agora Que Vai Boa (mas não abanam). Andam todos a sair da toca, tão depressa quanto se metem dentro dela. O que me intriga é a necessidade, qual é a necessidade senhores?...

Antes de ti, oh antes de ti… Vieste com a paz, o chão, o céu e as estrelas. Vieste com a vontade de pôr a mesa, comprar a carpete e com a ânsia, antes rara, de ficar em casa. Falo da minha vontade, trouxeste-ma, que não...

Peguei no meu carro depois do que a vida me preparou para aquele dia, peguei nele pela mão, como se nela coubesse e levei-o comigo, eram 19h30. O dia que acabava estava numa aceitação tão perfeita do seu fim que quase beijava o sol de...

Tenho tido uma vontade doida de escrever que não vem. Ou seja, na cabeça tenho uma espécie de vazio de ideias que me causa uma inquietude permanente e depois rompem-me o vazio coisas que não são ideias. Coisas instaladas em nós, no osso que está...

23h37 * 02.02.2017 Então é isto? Isto sem mais nada, simplesmente isto, só. Com que propósito nascemos? Só para ficarmos grandes? Porque ficamos cá pendurados até as raízes nos percorrerem a cara? É que ficamos até nos doer o corpo, sentados numa cadeirinha à espera do...

Estou atordoada contigo e é visceral. Não sei se alguma vez te perdoo, mesmo que amanhã esqueça tudo. Hoje não te perdoo. Hoje, a esta hora, neste frio, não te perdoo. E devias saber que não se fazem destas coisas que assassinam o coração. Tenho...

Tic tac. Ouve-se outra vez o som da mensagem. Quem é? Ela não se pergunta sobre quem é, ela sabe. É ele. Sempre ele. Tic tac. É ele outra vez, sem nada a acrescentar no texto, mas a aparecer, ali onde ela está sem ele (só...

Meu amor, onde estás? Onde existes e por onde caminhas, onde vives a tua vida? Meu amor que falas a minha língua, meu amor que vês o que eu vejo, meu amor que ouves o que eu ouço, vem sem aviso, não anuncies, mas vem....

IC Espinho-Oriente: Histórias que se escrevem II Desta vez (não sabia ainda eu que podiam acontecer casos de histórias especiais em tão curtos espaços de tempo), o V., a minha nova “personagem”, também à janela. Tenho sempre uma espécie de inveja por quem exibe um lugar...

IC Oriente-Espinho: Escrevo-vos do comboio Sabe-me sempre muito bem ir e digo o ir até lá, ao meu lugar. Ir e ficar um pouco, o suficiente para acalmar a cabeça, o coração, as costas, doem-me mais as costas noutros lugares. Acalmar até as mãos que vão...