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Preciso de um bom pequeno almoço. Não saio de casa de barriga vazia. Sou um bom prato ao almoço e ao jantar. Comer é de facto algo que por si só me deixa feliz. Vêem? Sou de gostos simples. 🙂

Às vezes acho-me velha. Carrancuda. E no segundo a seguir dou uma forte gargalhada e pareço uma criança a saltar de nenúfar em nenúfar. Tenho esta coisa de me reinventar sem dar por isso.

Gosto muito de escrever. Como sou um bicho simples um tanto difícil de entender, a palavra alivia-me, a palavra liberta-me. E o quanto eu gosto de me sentir livre.

A MINHA CARREIRA

E agora vem o formalismo, aquele que a sociedade impõe para a credibilidade das coisas!

Licenciei-me em Comunicação em 2005. Anos maravilhosos. Graças a eles fui parar a Coimbra, caso contrário, em Esmoriz, as portas não se abriam depois da meia noite e eu não cozinhava para mim até hoje. No 3º ano “fugi” 6 meses para Groningen por mérito do programa Erasmus. Aprendi imensa coisa. Sobre a vida também. Mas é no 4º ano que vou parar a Lisboa. O meu Estágio Curricular aconteceu na Endemol e foi ali que me deu tamanha urticária. Nada de errado com a Endemol, eu é que não queria ser assistente de produção. Começo então a frequentar o curso Intensivo de Formação de Atores, à noite. Que decisão certa, que ano de encontro comigo. Pelo meio, trabalhava numa loja. As contas tinham que ser pagas. No depois, seguiram-se vários workshops de teatro e televisão. Não vale a pena inumerá-los. São muitos e não cabem nas mãos. Tenho esta curiosidade por aprender que me assalta até hoje.

Durante e no depois do depois fiz teatro, musicais, revista, séries televisivas e novelas (passei pela RTP 2, RTP 1, SIC e TVI). Fui parte integrante da nomeada para Emmy: Belmonte (TVI). Orgulho naquele grupo! Ainda tive uma banda e um disco editado! Apresentei vários programas. Alguns: Quem Quer Dinheiro na TV Record (programa de jogos interativos e em direto), Beat Generation na TVI 24 (um magazine cultural) e o Giro na TV Record (programa de turismo e lazer). Trabalhei muito como jornalista freelancer e fui pivot e guionista na Direção de Comunicação da EDP. Escrevi e falei de economia, anunciei a bolsa, dei os “bons dias”, apresentei agendas culturais, fiz grandes entrevistas sobre o mundo dos negócios e abracei também o entretenimento. Uma aprendizagem que fica para a vida toda.

É no recente ano de 2018 que decido inverter a marcha até à origem. Regresso a Esmoriz. Faltavam-me as raízes como nunca e pela primeira vez investi na minha casa. É no Porto que faço a primeira longa metragem (exibida recentemente num festival judaico em Miami) e abraço a primeira série televisiva de educação para a saúde feita em Portugal (RTP1). As boas relações que mantive com a antiga casa EDP permitem-me continuar a ser ainda hoje o rosto do programa Caçadores de Sonhos, bem como a guionista do mesmo. Nos tempos livres continuo a dedicar-me ao blogue que criei no ano de 2015 – avidaemplay.pt. Na confusão de tanto acabei por me esquecer de falar dele, que é no fundo, o mais importante de tudo. Numa altura onde nada acontecia, os projetos não apareciam e a minha desconexão com a área começou a ser gritante, resolvi fazer eu. Comecei a reportar o que via em vídeo e em palavras. De forma crua, pouco polida. Eu mesma edito os vídeos. Várias vezes descontente com o produto final, mas nunca deixando de fazer. Vou reunindo páginas e páginas de crónicas. Vou-me mantendo ativa. Conecto-me novamente com a área. As coisas começam a acontecer.

NA APRESENTAÇÃO

NA REPRESENTAÇÃO